E assim começa a humanidade...

Este blog tem como finalidade principal postar alguns textos poéticos que produzi durante a minha vida toda e que estão guardados em cadernos e pedaços de papéis espalhados em casa. É para evitar que esse aspecto do meu passado se perca completamente (e alguns já se perderam com certeza!) que decidi criar finalmente (viu Rafael!) um blog. 
Mas este blog não ficará restrito só a estes textos, podem surgir outras coisas, como resenhas de livros, discos, filmes, discussões sobre alguma notícia importante, whatever!
Espero que gostem!

Namastê!

domingo, 17 de maio de 2009

Conto de fadas

Um dia eu pensei
Estar num conto de fadas
Com princesas encantadas
E estradas douradas

Pensava até então
Que era um paladino
Extinto menino
De coração genuíno

Vivia cada dia
Como o derradeiro
Coragem eu tinha
Era um guerreiro

Apaixonava donzelas
Bebia bons vinhos
Era conhecido
Em todos os caminhos

Um dia, acordei
De repente, assustado
Me vi alucinado
e transfigurado

Percebi então
Que eu não era eu
Meu céu enegreceu
Minh'alma feneceu

Minha armadura
tornou-se panos
E de minha face
Escaparam-se anos

A sensação da perda
Trincou-me o coração
Desejava a morte
Nas entranhas de um dragão

O que eu sou:
O nobre
Ou o estranho?
O que me restou
Não sei se é sonho.

O que eu sou:
O bravo
Ou o louco?
O que me restou
É muito pouco.

Data da criação: 1997

2 comentários:

  1. Em trezentos anos-luz, esse provavelmente é o melhor poema do blog.

    O engraçado é que é velhão né. Você alterou alguma coisa antes de colocar aqui?

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