Estar num conto de fadas
Com princesas encantadas
E estradas douradas
Pensava até então
Que era um paladino
Extinto menino
De coração genuíno
Vivia cada dia
Como o derradeiro
Coragem eu tinha
Era um guerreiro
Apaixonava donzelas
Bebia bons vinhos
Era conhecido
Em todos os caminhos
Um dia, acordei
De repente, assustado
Me vi alucinado
e transfigurado
Percebi então
Que eu não era eu
Meu céu enegreceu
Minh'alma feneceu
Minha armadura
tornou-se panos
E de minha face
Escaparam-se anos
A sensação da perda
Trincou-me o coração
Desejava a morte
Nas entranhas de um dragão
O que eu sou:
O nobre
Ou o estranho?
O que me restou
Não sei se é sonho.
O que eu sou:
O bravo
Ou o louco?
O que me restou
É muito pouco.
Data da criação: 1997

Em trezentos anos-luz, esse provavelmente é o melhor poema do blog.
ResponderExcluirO engraçado é que é velhão né. Você alterou alguma coisa antes de colocar aqui?
Um pouquinho...
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